domingo, 3 de agosto de 2025

Para ele

Tu é a minha casa
lugar pra onde sempre quero voltar
Quando os dias são longos e o mundo, mesquinho,
é para ti que me viro em desalinho
porque sei que dos teus braços nasce um ninho
E sou pequena, a tua nyninha...
Criança tola a bailar pela vida
ralando os joelhos pelo caminho
Eu sei que tu está sempre perto de mim
Minha casa, meu lar nesse mundo

sábado, 28 de julho de 2018

Um dia vou sentir saudades

E é assim que eu me sinto, um misto de culpa e virar de olhos. Minha vo mandando bom dia todas as manhas (do Brasil) no whatsapp. Bom dia com florzinhas, bebes sorridentes e Deus patati patata. Aff... não gosto de receber mensagens que são enviadas para mil pessoas, mas respondo. Ela se sente feliz, quase como se fosse uma tarefa cumprida, porque segundo ela o bom dia ultrapassa Porto Alegre e vai da Irlanda a Portugal. Tadinha. Enquanto no mundo real só o filho lhe fala e troca umas palavrinhas antes de sair para o trabalho. E no facebook são seis, sete bom dias, boa tarde e boa noite, bom final de semana, bom feriado, bom começo de mês. E eu vou respondendo aleatoriamente, sempre com aquele peso na consciência de que um dia não vou vê-los mais. E de vez em quando ligo, eu sei que devia ligar mais... Sou a neta que ela mais fala, mesmo sendo a que esta mais longe. 

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Pro bonno

Desisti do instagram. Dói saber que não sou diferente das tantas pessoas ávidas por likes. Não que eu faça qualquer coisa para ser notada, mas também ser completamente ignorada é que não. E não consigo entender como fotos de uma composição de uma revista + óculos de sol + xícara de café podem ter mais likes que a foto de uma pessoa sorrindo, no caso eu. Gente, um copo de suco verde (e quem tomou sabe que o que aquilo tem de saudável tem de gosto ruim ) tem mais corações do que uma praia lindíssima da Côté d'Azur! Alguém me explica como foto de gente feia ou melhor, foto em que a pessoa que já é feia e sai em um mau ângulo tenha mais de 80 curtidas? 
Afinal a recompensa é porque a pessoa é gente fina ou porque ela só recebe de volta os trezentos mil likes que distribui desenfreadamente entre os seus seguidores? Fica ai o questionamento...

Sobre identidade e nacionalidade

A noticia é velha, a França ganhou a copa. Não foi a África, ou foi? Estava falando anda hoje sobre isso com o marido e a resposta dele era que estava quente demais para filosofar. Vou te contar, esse corta tesão é o pior de todos (ainda bem que tenho o blog). Para mim existe duas coisas distintas: uma se refere ao que esta na lei e a outra tem a ver com identidade, muito mais subjetiva e complexa. Ora bem, meu filho é português, nasceu em Portugal quando tanto eu como o marido tínhamos adquirido nacionalidade portuguesa. Perante à lei ele é tão português como qualquer cidadão que nunca tenha posto os pés fora de Portugal. Mas ele não é português de "verdade" embora o politicamente correto queira afirmar. Ele não tem sotaque português, ele é filho de brasileiros criado na França. Um filho de imigrante africano, árabe que seja, não é francês de verdade no quesito identidade, não há aqui paninhos quentes e isso se deve por uma porção de fatores, seja porque não é branco; porque em suas relações mais próximas só se comunicam na língua materna; seja por toda a diversidade cultural em que foi inserido desde que nasceu, a qual tem importância maior do que a francesa. A isso, no caso especifico francês, se soma ao limbo com que foram criados no qual filhos de estrangeiros, ainda que legalizados, só podem reivindicar a nacionalidade aos 18 anos, depois de terem passado por um período mínimo de cinco anos frequentando o ensino francês (contagem a partir dos treze anos e não dos primeiros anos escolares). Isto resulta que nem o filho de imigrante se sente francês, nem os franceses o classificam como tal. Ah mas dizer isso é ser racista, não existe mais essa historia de "francês verdadeiro". Não é bem isso, uma família que esteja há umas cinco gerações vivendo aqui veio se "afrancesando" pelo caminho, seus costumes foram se misturando aos franceses, afinal é isto que torna esse pais multicultural. Imigrantes que ganham a nacionalidade ou filhos diretos de imigrantes não se veem como franceses legitimos e não da para jogar a culpa somente na xenofobia e esquecer toda sua herança genética fortemente ligada ao legado cultural,  e que estas baseiam o sentimento de pertencença a um determinado grupo social. 
O Problema das pessoas é considerar os jogadores franceses quando ganham a copa, porém aqueles que na comemoração do titulo destruíram Paris, são por sua vez, imigrantes. Assim, a legitimação é sempre ligada à fatores externos: o que nos traz orgulho faz parte de nos, para todo o resto, ignoramos. Como aquela historia de que falamos "brasileiro", no entanto se o Brasil faz qualquer coisa para promover a língua portuguesa, ai já falamos português. 
Quem venceu a copa? So sei que não foi a Alemanha!

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Poxa que bosta.


Vencedores vencem dores.
Derrame: se der, ame.
Respira, inspira, não pira.
Sorria. Só ria.

Passado

Tenho um medo danado de procurar gente que eu nunca mais vi nas redes sociais. Acho que fica melhor deixa-los como fantasmas pairando na memoria com aquele filtro amarelado do instagram. Medo da decepção. De descobrir que o José Mário, o preferido dos meus quatro amores da quarta série, se transformou em um trintão careca, meio barrigudo e que escreve #bolsonaro2018 a cada post. De descobrir que a Ana Carolina, amiga de tantas brincadeiras de boneca, culpabiliza as mulheres e paga biscoito para macho, ou posta fotos de biquini e salmos. No fundo tenho medo que os personagens da minha infância tenham se tornado tudo aquilo que eu mais detesto. Gente sem empatia e que resume qualquer discussão a mimimi. Mas eu tenho amigos coxas, tenho familiares que são a própria caricatura da direita. A diferença é que mal ou bem eu aprendi a gostar destas pessoas apesar de serem o que elas são. Sei que existe um mundo além das farpas atiradas no facebook, mundo este que não se contextualiza sozinho e que demorou anos para se formar. Colocar uma pessoa destas de para-quedas diante dos olhos, é apenas etiqueta-la. E frente a isso eu prefiro mantê-la aqui dentro, longe do tempo e de tudo que possa destruir o carinho que tenho por ela.

O vicio do século

Eu admito, o problema também é meu, mas é que quando vejo ele com os olhos grudados no telefone me vem pensamentos de arrancar das mãos dele e atira-lo pela janela. Tento lembrar de como era antes em dois mil e pico quando o que  mais gostava eram de conversas soltas enquanto ele me massageava os pés. Naquela época em que os telefones serviam olha só: para telefonar. Tantas vezes os olhos se encontravam, ah, que falta que faz falar sem contato visual! Mas eu to te escutando!! Me responde indignado, as vezes mais ainda enquanto me culpa por perder uma corrida virtual. Engraçado como é a vida...antes eu era o centro, hoje eu o desconcentro. Depois de tanto chatear, eu consigo segundos de atenção: um olhar de soslaio. Anda, fala o que tu quer falar! E eu suspiro bem fundo para que ele possa saborear todo o ruído que sai pelas narinas, bem de-va-ga-ri-nho... e me calo. 
Proibi o celular nos últimos minutos de cama para que ele possa olhar para o meu rosto e reparar que eu não faço a sobrancelha há dias. E o que ele me faz imediatamente após descansar o celular no chão? Vira, me da um beijo de boa noite e diz para eu apagar a luz. 

Poser





Me internem o dia que ficar espalhando as  notas do meu filho no facebook. Ai que cafona senhores! Se for para se gabar do filho então seja a mãe deste menino de 8 anos que ja publicou dois livros em inglês e português:

https://g1.globo.com/educacao/noticia/menino-brasileiro-vai-ate-nova-york-para-pedir-que-o-portugues-se-torne-lingua-oficial-da-onu.ghtml


quarta-feira, 11 de julho de 2018

I drive my self crazy


Nunca pensei que fosse me tornar aqueles personagens caricaturais de filmes de terror, mas a vida meus amigos, ela surpreende. Sabe aquele ator sem expressão, com cara de quem já se fodeu feio e traumatizou? Geralmente ele serve para introduzir o mocinho (a) na história e deixar a gente com mais medo dos perigos que ele vai enfrentar. Ele não quer falar sobre o que aconteceu, fica naquela empatada básica e acaba sempre soltando uma frase meio sem nexo antes de sair de cena ( e sim, de morrer). Porque o infeliz tava lá vivendo a vida de merda dele até ser importunado e pumba, bater as botas. Essa sou eu hoje. E eu não queria por nada falar sobre o que eu passei. Seja por medo de não acreditarem em mim, seja por voltar a atrair os odiozinhos de estimação, seja por estar vivendo de certa forma encagaçadamente. Mas foda-se. Escrever sempre foi uma forma de terapia para mim. Então sim, eu vou falar. Voltando à vibe de filme de terror, se tem algum conselho que a gente aprende vendo essas coisas é: não invoquem espíritos. Mas eles sempre se referem ao jogo do copo, nunca falaram nada sobre cartas de baralho. E eu com toda a ignorância mesmo tendo passado parte da infância e adolescência em centro espírita, não me dei conta do perigo que eu tava correndo. Achava que as cartas eram um portal para o meu interior, estudei dois, três meses e fui aos poucos ficando obcecada com elas. Acontece que eu sou médium psicofônica, nunca saberia até ter passado por tudo isso. Dois espíritos desencarnados entraram em contato comigo e falaram através da minha voz. Não me deixavam em paz, não me deixavam dormir ou comer direito. Inventaram mil histórias loucas que se confundiam com um passado medieval aqui nessa cidade. E eu fui me afundando cada vez mais, com medo e desespero por não ter um centro espírita (ou de umbanda, já tava por tudo) perto. Um filho que já notava a diferença até no meu caminhar e um marido que não acreditava em mim. Fiquei duas semanas sem dormir e sendo de tal forma importunada que tinha perdido o controle da minha boca, que falava sem parar. Eu precisava urgentemente de ajuda e sabia que a única forma era ir para um hospital psiquiátrico. E então, depois de mais uma das loucuradas que cometi, meu marido disse um basta e finalmente fui internada em março de 2017, numa cidade a 40 km de casa. 
Eu hoje brinco que perdi a oportunidade de sair de maca gritando dentro de uma camisa de força ( para muita gente isso daria um excelente storie), pois não é para qualquer um. Mas eu já estava um bagaço: mistura de sono, cansaço e medo. Assim que entrei na ambulância eu desabei num sono profundo.

Tirando o pó da blogosfera

Estou voltando na cara dura como se nada  tivesse acontecido. Meio como aqueles hipsters que voltaram aos diskman com fones de espuma preta, volto eu à blogosfera ( é assim que se fala ainda? Ou já temos uma gíria nova?) Agora que a moda são vloggers e youtubers e o caralho a quatro . E esse post é de certa forma aquele tampão que antecede à diarréia que está por vir. Vou ali abrir as janelas para tirar esse cheiro de mofo, abunde-se aí que eu já volto.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

A moral ja nem é de cueca, é pelado mesmo

Collor (impedido em 92 e hoje senador) dando lição de moral e fazendo-se de vitima.
"Jamais o Brasil passou por uma confluência tão clara por crises na politica e na moralidade".
Gente, o C-o-l-l-o-r dando lição de moral, vou repetir porque é tão surreal que não consigo levar à sério. Ainda por cima envolvido na lava jato com propinas que rondam quase 30 milhões de reais! 


Chora, não vou ligar...





Quando conversamos pela primeira vez sobre o impeachement, disse ao marido o que eu achava que ia acontecer. Ele, cheio de dar de ombros, ria, nã, isto não vai passar na câmara. Pois e lhe disse oh, sabe o que mais? Ai que vai foder tudo, ela sai, Temer assume, entrega o pré sal aos americanos, passam uma caralhada de leis a favor dos grandes empresários (que são quem financia aquela porra toda), inflação aumenta, desemprego também. Corta-se ainda mais em saúde e educação. Cambada evangélica pira em leis contra o aborto, contra o direito dos gays,  falar em demônio e em deus no plenário será corriqueiro. E a coxinhada feliz porque a corrupção já não incomoda tanto assim e veja bem, toda essa merda ainda é culpa do pt mesmo que se passe vinte anos. 
E o mais triste é que não precisa ser mãe Dina para adivinhar o futuro, basta um pouquinho de testa: a maquina estatal sempre tão incompetente, demonstrando nestes últimos dias tanta pressa e eficiência, como podemos ser trouxas em acreditar que é para o bem do povo? 
Dizem que até foguetes soltaram quando saiu a decisão do senado. PMDB espalhando no facebook  a cara botocada de Temer com a mão no queixo  (segurando para não rir?): "Falta pouco para unir o Brasil e fazer um governo sem rancor e sem ódio".  Não estou conseguindo lidar com tanta cara de pau, com tanta burrice junta. Mas é apenas questão de tempo para chorarem as pitangas de um governo liberaloide que esta se fodendo para o povo. E eu? Vou festejar, já diria Beth Carvalho em uma composição para sambar na cara da direita, desta vez, uma direita tosca, pobre, que vai descobrir tarde demais que foi barrada em sua própria festa. 

terça-feira, 3 de maio de 2016

Pirulito que bate bate (aqui a versão é outra)







Janela que bate bate
janela que já bateu
quem bate agora é ela
quem bateu antes fui eu.



Eu achava feia as persianas da casa de trás. Não sei porque, mas acho que não combinam com casa e sim com apartamento. Agora, depois de passar o dia para cima e para baixo fechando o trinco das janelas, acho que eles tão é certos. Que beleza que nada, com esta ventania doida, é o de menos.

Assim não tem como te defender

Uma  pessoa* é assalariada, é classe média (baixa). Uma pessoa se preocupa com a quantidade de imposto que pagam os coitadinhos dos empresários. Uma pessoa quer o 'estado mínimo' e o fim da carteira de trabalho. Uma pessoa acredita que desta forma o patrão ira repassar o dinheiro que seria gasto com encargos sociais para o seu salário. Uma pessoa tinha que ser otària assim la no inferno. Não há limites para a burrice, realmente...




*saudades Game of Thrones 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Momento dã

Fazia mais de um ano que eu não tinha relógio de pulso. Foi daquelas coisas que tá, vai se levando com a barriga, é caro, fica para o outro mês e para o outro. Ontem chegou pelo correio o que eu havia "namorado" na amazon. Agora ando assim: que horas são meu deus, ando como uma barata tonta, chego a subir ou descer para a sala para ver as horas na box da tv ou ando à cata do celular até notar (às vezes tarde demais) que trago a resposta comigo. Ja não vou mais rir do marido quando procurar pelos óculos que traz na cara. Mentira, vou rir sim.

Agora não tem desculpa

é o que dizem os vídeos das mamães fitness. A proposta é fazer exercícios envolvendo as crianças: então é abdominal pra ca, criancinha correndo em volta, prancha com a criancinha passando por baixo, triceps com a cadeira atrás e a criancinha no colo. Bah, não. Sinto muito, mas estes vídeos ao invés de inspiradores me agoniam. Se eu tenho de fazer exercício pensando que posso machucar meu filho ou me machucar, prefiro não fazer. No meu caso, quando estou com fones pedalando na elíptica, prefiro não pensar se o Fabian está escalando o portão da rua ou no lado de fora da grade da escada com um vão de quase dois metros de altura abaixo dos pés (coisas que ele fez esta semana). Acho melhor me exercitar quando o Fernando estiver em casa ou agora quando ele voltar às aulas, de manhã antes que a preguiça chegue. Não consigo conceber um momento que é para mim como tomar banho ou escovar os dentes, não ter o mínimo de tranquilidade ou descontração.

Stress pós-traumatico

No caixa do supermercado, um bebê chora no carrinho. A mulher com que ele estava, à volta de uns quarenta anos, enfiou nervosamente as notas do troco na carteira, a moeda ficou pelo caminho. As suas mãos estavam tão atrapalhadas e apressadas que levou mais tempo do que se fizesse com calma. Enquanto isto, o Fabian repousava o queixo sobre o tapete das compras, quieto, apesar de eu ter lhe negado minutos antes meia dúzia de coisas. Sempre que presencio este tipo de cenas sinto um desconforto la no fundo. Ainda não esqueci o inferno que foram os primeiros anos e não consigo achar 'graça' em bebês e crianças pequenas. Olhei para aquela mulher e quase pude sentir o seu cansaço, mas tão logo a notei, mais rápido ainda  desapareceu porta à fora, levando o bebê que chorava. A senhora do caixa elogiou o Fabian, como era bonito e grande, coisa e tal, agradeci sorrindo, mas na minha cabeça ainda pairava aquele choro, aquele choro parece que nunca pára aqui dentro.

sábado, 23 de abril de 2016

Hipocrisia, a rainha absoluta

Um escritor que sigo, conhecido por seu humor acido fez um post sobre os casamentos com grande diferença de idade de uma forma que foi além do arrogante. Considerando-se como um juiz desbocado no quesito "relacionamento", decretou que não haveria e nem nunca  poderia haver amor em casos deste tipo. Eu até reconheço que na maioria das vezes os exemplos de homens velhos de contas recheadas com moças exuberantes, quase sempre cheira a interesse. Mas quem sou eu, alias, logo eu né, para afirmar assim com tanta certeza que ali não há nem nunca haverá amor? 
Que ele escreveu o que muita gente pensa? Verdade. No entanto, esqueceu-se o dono de sauna, ex-dono de puteiro, o que tem seis filhos cada um de um relacionamento, ou melhor, co-relacionamento, bigamia, vá, onde é que ele encaixa o "amor" entre uma foda e outra. Não é por nada mesmo, é que não sei o que fazer com o meu casamento de quase dez anos (com um cara sem grana), se não é amor, segundo o digníssimo escritor, é o que então? 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Trilha mais que atual



Alento saber que mesmo depois ler de tanta merda (inclusive de parentes), há uma luz no fim do tunel: ex colegas de historia <3
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