terça-feira, 30 de abril de 2013

Posso comemorar?

Parece que terminamos o desfralde!!! Claro que alguns descuidos são possíveis de acontecer daqui para frente, mas o trabalho pesado em si já está feito. O Fabian usa fraldas só para dormir à noite ( ainda assim acordam 90% das vezes secas), durante o sono da tarde tenho deixado sem nada. O melhor de tudo foi o coco. Ontem inventei uma "cabana" na sala, feita com duas cadeiras e a cortina meio transparente. No meio coloquei o penico, ele sentou mas não quis fazer nada. Hoje ele me chamou de manhã para que eu montasse a tal cabana que ele queria fazer coco. Disse que só o faria se ele fizesse no penico e ele concordou. Saí e fechei a cabana e voltei para a louça na pia. De repente escuto: mamáe fizi cocô! E eu " não fez nada Fabian, volta lá para fazer", porque foi tão rápido que não acreditei. Na terceira vez que chamou fui lá ver e estava ele de pé a apontar para a sua obra de arte no penico. Sorte de principiante? À noite fez mais um cocô dentro da cabana. Acho que a minha missão impossível cumpriu-se.


Esta sou eu despejando o material do penico no vaso. Aiiii cuidado para não respingar!! Ploft. Tarde demais.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Ah é

Hoje lembrei de ti enquanto andava pelas estantes repletas de camisas sociais. Lembrei-me do quanto odeias a estampa xadrez, as cores rosa e lilás. Vi as tuas preferidas em cinza e listras discretas e pensei no quanto ias ficar elegante indo para o trabalho. Olhei os casacos e as calças imaginando aqueles para os quais torcerias o nariz, uns porque tem capuz, outros porque tem elástico embaixo, outro porque tem um bordado. Que chato que és! Lembrei dos sapatos de sola flexível, daqueles mais discretos, sem costura e com bico arredondado. Vi os calções de surfista que estavam em promoção e imaginei-te muito branco dentro deles e completamente insatisfeito por estar na praia. Ah, é claro que sei que nunca usarias calções de surfista. Preferes as bermudas escuras que já tens. E todo o tempo enquanto esperava a minha amiga voltar do provador, fiquei te imaginando ao meu lado, como fazíamos tantas vezes nos shoppings de Portugal. Pensava eu que tinha saudade do carinho, do sexo, da tua comida saborosa, mas não. Tenho saudades até das coisas mais banais, porque para mim a vida tornou-se uma banalidade sem a tua companhia...

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domingo, 28 de abril de 2013

É tudo uma questão de roldanas

Quando estou entre séries fico a pensar em tantas coisas, entre as numerosas bobagens que me passam pela cabeça,  lembrei de olhar para o peso que estava levantando: 100 quilos. Uau quando pensei que ia levantar 100 quilos na vida? Claro que esperava não serem os MEUS 100 quilos. Neste mesmo exercício lá nos meus tempos áureos, levantava apenas a metade e agora como podia a recém estar (re)começando a treinar conseguir este feito?! Claro, a culpa é das roldanas. Quanto mais roldanas tiver, mais leve fica para levantar, oh que me serviram as aulas de física! Enquanto a maioria dos aparelhos antigos tem entre uma e duas, este tem quatro (dizem que é para evitar lesões musculares).
Ora então se me pusesse a levantar 100 quilos no duro, não ia conseguir, com uma roldana talvez fizesse uma série apenas e com quatro, aquilo ainda me parece leve, mas não quero abusar. A realidade é como estas barras numeradas, existe, posso tocar e tentar levantar, mas para isto, tudo vai depender da minha força, e também das roldanas que tenho disponíveis no momento. Acho engraçado quando gabam-se de dizer "verdades", ora ninguém consegue perceber a verdade porque ela não é mensurável por si mesma. Depende do nosso crivo pessoal, das nossas crenças, das nossas roldanas que vão fazer a minha perceção mais leve ou pesada no meu olhar sobre o outro. 
Acho muito educativo observar pessoas que gostam de dizer verdades. Pura e simplesmente porque quanto mais verdades elas dizem, mais revelam a sua fragilidade e os seus entraves sociais. Pessoas genuinamente  maduras nunca se ofendem se são chamadas de infantis. Pois que são maduras e maturidade implica em saber relevar muitas coisas e saber escolher as brigas que valem a pena enfrentar. Por outro lado, o que aponta o dedo revela muito mais de sua personalidade do que a sua suposta verdade sobre o outro. É por isto a célebre frase de Freud: quando Pedro fala de Paulo sei mais sobre Pedro que de Paulo. Penso mesmo que somos todos espelhos uns para os outros, portanto a verdade tão reclamada por estas pessoas, é tão e só a sua verdade e que serve para ela mesma, com tudo de bom e ruim que a sua própria imagem reflete.
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