domingo, 9 de junho de 2013

Bebês e os exageros dos pais

Tá bombando na net um vídeo de um menino de quase dois anos que canta Beatles com o pai. Tá certo, li a reportagem do pai (brasileiro) explicando porque tinha colocado no youtube e depois pensei. Se falar uma frase é cantar, porque não posso dizer que o meu filhote aprendeu a tocar violão com sete meses? Tá aí a prova lol!




ps: agora que o pai do guri canta muito bem, isto é verdade!

Eu e a meditação


Pensava eu que era impossivel conseguir o feito de silenciar minha mente a fim de meditar. Quem já tentou enveredar por estes caminhos, sabe que a melhor forma de no início tentar acalentar ou nas palavras mais usadas na cultura oriental "controlar" a mente, é imaginar algum objeto, um vaso, a chama de uma vela por exemplo, e concentrar toda a atenção nisto. Tentei também estar consciente da minha respiração, do ar saindo e entrando, ocupando todos os pulmões. Pois parece que não consigo mais de alguns segundos, meu pensamento escapa para as coisas mais absurdas (ou não) e quando vejo, estou relembrando um sonho anterior e tentando achar uma explicação para ser a quinta vez que sonho que ando com o Fernando à procura de um quarto de motel com uma banheira rosa em forma de coração. WTF?!! Porque sonho repetidamente com isto? (Fora a razão da falta de sexo não vejo nenhuma explicação sensata, até porque já sonhei com isto quando estava muito bem satisfeita neste quesito). Eis que engano-me, afinal consigo meditar. Pena ter descoberto no caminho da academia para casa, fugindo de uma diarreia fenomenal. Claro, não deve haver criatura neste mundo que se desconcentre do cu nestas horas!!

Facebookeando


Sangue para mim não quer dizer nada

As minhas primas e a família dela do interior tem um jeito de ver as coisas que não compreendo. É que elas consideram até as primas em décimo grau como parente, e é um tal de primo para cá, primo para lá que chega a fazer impressão. Já disse por aqui que tenho um meio irmão. Não, na verdade tenho dois: o Matheus e o Lucas (que coisa original, parece aquela dupla sertaneja lol). Há uns tempos atrás andei fuçando no google o nome do primeiro e o sobrenome que meu pai biológico negou-me. Só então fiquei sabendo que tenho outro irmão. Eles devem ter 25 e 23 anos respetivamente, fazem faculdade de engenharia informática e são uns nerds. Novidade! Só entram em redes sociais para jogarem e comecei a imaginar uma forma de me aproximar do mais velho, visto que para mim fazia mais sentido. Descobri facinho o email dele da faculdade e lhe mandei uma pergunta apenas: oi, você é filho do .....? Não esperei grandes respostas, bem na verdade até esperava, mas não queria criar expetativas. Depois de uns dias ele confirmou-me e me perguntou quem era. Prontos, fisguei. Contei-lhe da minha história, tipo novela mesmo, sou tua irmã e tal, to casada e moro em Portugal, me formei na ufrgs, etc. Depois de um tempo, um smile e uma frase. Era só eu perguntar e ele respondia monosilabicamente, mesmo deixando claro que não queria um centavo da herança do pai deles. Se tem coisa que me irrita talvez mais do que as pessoas curtas e grossas, são estas que a gente puxa assunto e eles não desenvolvem. As tantas ficamos falando para as paredes e desistimos. Acho que era a sua intenção desde o início, embora nunca chegou a ser mal educado comigo. A sério que não entendo, imagino eu no seu lugar, se com esta idade alguém me dissesse que tenho um irmão e que quer me conhecer, ver afinidades. comparar narizes e boletins. A sério que não entendo a falta de interesse, a sério que mandei-lhe a merda em pensamento. Às favas com a porra do sangue! E com desgosto vi que na única foto que ele tem na net, temos algumas semelhanças... 
Para mim bastou de ilusões, a minha família é o meu marido e o meu filho. A estes devo a minha preocupação e atenção. E fico muito satisfeita que nisto estamos em sintonia, que o marido pense exatamente como eu. Para que família? Para retratinho de Natal? Para intromissões? Para fofocas? Não obrigada. Família é aquela que cabe dentro da nossa casa, e a propósito, pouquíssima gente agora vai ter o prazer de visitá-la. Questão de poucos dedos de uma mão (tá bem, só a minha avó, vá).
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