terça-feira, 9 de julho de 2013

A educação "realista"

Como já disse, não há certo nem errado, há o que achamos que funciona melhor em nossa rotina. Em um dos emails um pai disse que ensinava o filho a retribuir a agressão com beijinhos e abraços. Sério? Sinto pena desta criança porque eu mesma fui ensinada a não retribuir com tapas e o que estiver mais à mão, o que teve como resultado esta enorme agressividade passiva que trago ainda hoje. Não, para mim nunca deve-se começar uma briga, como diz um ditado aqui do sul: dou um boi para não entrar numa briga, mas dou uma boiada para não sair. Temos de ensinar as crianças a não serem agressivas, mas a saberem defender-se quando necessário. Não é retribuindo com beijinhos e abracinhos que as coisas mudam. Isto é irreal! Que tipo de adulto que este pai está preparando para o mundo? Alguém que vai viver no mundo dos pôneis cor-de-rosa?? Entre elefantes de bolinhas?? Pelamordedeus, não a educação positiva, sim, um grande sim à educação que leva em conta todos os aspetos da essência humana e um deles é a violência. Saber direcioná-la através de um esporte, de atividade artística como é óbvio, mas nunca negá-la e varrê-la para baixo do tapete. o resultado pode ser o oposto.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Facebookeando


Nem mais.

A imagem mental


Estou encurralada entre uma onda após outra. A onda é furiosa, um punhado de água com vontade própria. Bate-me nas costas, na cabeça, na barriga. Tento defender-me e quando consigo respirar em uns segundos de sossego, ela ataca novamente. Eu debato-me, as mãos e pés instintivamente, procuro permanecer viva. É isto, trata-se tão e somente de sobrevivência. E nestes momentos quem já passou por isto sabe que a cabeça pouco pensa: quem assume o controle é o corpo. Se fossem apenas as ondas...mas não, de um lado as ondas, do outro as rochas. Sinto-me a afogar em medos, mágoas e desilusões. A raiva de permanecer em um lugar cuja convivência beira o insuportável. A minha inércia ante as ondas, a minha raiva perante elas, inócua, pois dou socos incessantes sem obter qualquer sucesso. As rochas castigam-me com a sua rudeza, e reviro-me contra elas também indignada por não me oferecerem a saída para este pesadelo. Debato-me, protejo-me. E tenho a sensação de que nunca é suficiente. Tudo parece querer derrubar-me ao fundo. A tão sonhada paz e segurança se faz longe, angustia-me a solidão, a exclusão social e linguística. O desconhecido, os desconhecidos. O medo de enclausurar-me entre quatro paredes e andar por ali a construir muros e brincar de fossos e cercos, de ataque e defesa. Quando é que irei parar de procurar a idealidade nas coisas? O futuro brinda-me com duas escolhas: permanecer ou abandonar. Na dúvida convivo com as duas, as ondas e as rochas. E elas vão me minando o juízo aos bocados, deixando-me o corpo cansado e a mente em processo de permanente estado de emergência. Crescer dói. Mudar dói. Amar dói. Perder dói. Pensar dói. Lutar dói. Principalmente quando sente-se o mundo todo a empurrar para uma decisão.

sábado, 6 de julho de 2013

O que fazer?

O que fazer quando já não há paciência, quando lê-se os emails dos pais a relatarem o mesmo com mensagens pouco sutis de que o meu filho é tão e só o único culpado da situação? Dedurar, pois claro! Não sou de fazer isto, mas também não era de chorar na frente de estranhos e bem...a vida tem me feito lidar com as coisas de uma maneira completamente diferente. Reenviei todos os emails para a professora e inclusive liguei para ela para explicar o que estava acontecendo. Disse-lhe que estou muito chateada não só com a questão do meu filho andar batendo nos outros, como também com estes dedos todos apontando para mim. Não me sinto confortável para ir em qualquer tipo de encontro destes, porque não estou para brigar com ninguém e como me conheço, do jeito que estou até a tampa, vou acabar falando o que não devo. Agora, uma coisa que me intriga: só mesmo o meu é o Judas da história? Really? É que estava aqui lembrando que no aniversário uma das meninas mordeu-o e puxou-lhe os cabelos duas vezes e ele não reagiu. Acho que briga de criança é normal, não quero de maneira nenhuma que o Fabian as fomente, no entanto, o que percebo como mãe e como pessoa que já lidou com crianças desta idade, é que geralmente nestas histórias não há um lado só. Ah e também a professora comentou-me que estes pais de repente tão preocupados com o comportamento do meu filho, não comparecem à reunião para falar dos desvios de comportamento dos seus próprios filhos, só a mãe aqui. A chata, a ruim. Pois é...como eu digo, hipocrisia me enoja.
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