sábado, 9 de julho de 2011

Os gordos são felizes?

Ultimamente tenho vindo a me perguntar, o que vou fazer para me livrar deste peso todo e quando vou voltar a ser magra. Ou se é que vou voltar. Esta é uma questão que me aflige, por mais que queira ser paciente comigo, que recuse dietas e encha minhas noites de exercício. A verdade é que volto para os doces porque são uma forma de compensar a tristeza e a frustração. 
Não quero aqui dizer que só os magros são felizes, a gente tá cansado de ver um monte de gente azeda que é magro (infelizmente kkkk). Mas a ideia de que uma pessoa gorda pode ser "feliz" também não me inspira confiança. Será que é possível ser feliz quando as pessoas em volta riem e fazem comentários? Quando não se consegue sentar minimamente em uma cadeira no cinema? Quando todos comentam o que está comendo e te recriminam por não comer salada? Não, eu sei que não sou obesa, nem nunca fui, mas também não estou magra. Sou a simpática "gordinha", aquela que tá ali no meio, que ainda é bonita, mas que se emagrecesse...podia ficar muito mais. E eu já sinto uma enorme diferença. Vejo as roupas na vitrine e sei que se pedir o meu número (aqui em Portugal é mais fácil de ter que no Brasil) vai ficar um descalabro no espelho. Sério que não sei o que fazer, apelo para o Dr. Atkins? Depois vejo que não dá a mínima vontade de começar... Aí entro de novo no ciclo, culpo a minha gravidez, culpo a mim, os hormônios, o tratamento, a ansiedade doentia de ser mãe e ver que não valeu tanto a pena. Porque todo o mundo a minha volta está igual e eu não? Porque tenho que pagar sozinha este preço? Porque tenho que me esconder? Porque é isto que os gordinhos fazem: sorriem! E são "felizes"... Porque a felicidade está num pacote de batatas fritas, em um tablete de chocolate pelos 5 minutos que duram. 
Às vezes tenho vontade de dizer a algumas meninas que estão indo para o mesmo caminho que eu quando estava grávida, mas não tenho coragem. Vejo umas engordando tanto quando engordei, só para mostrar a "barriga" de 8 semanas...Mas enfim, ainda podia ser mal interpretada.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Estranho

Sei que leio muitas meninas a reclamar quando o que mais querem é ficar grávidas, que as pessoas são insensíveis, que só falam em filhos, que perguntam para quando o bebê? Que, que.. Sei que se magoam e vão chorar pelos fóruns e afins, sei que choram também sozinhas em suas casas, sei que também por vezes nem apetece chorar tamanha é a raiva e a revolta de não poder pertencer a este mundo. Mas...como quase tudo na vida tem um "mas", eu sei, já passei por isto e entendo. Agora eu sei o outro lado da moeda e daí pergunto: como agir??? Como agir com uma amiga na faixa dos 40 e poucos que de repente resolveu que quer ser mãe e que agia muito bem durante a minha gravidez, foi muito carinhosa com meu filho, mas que depois de uns tempos para cá não quer nem saber dele? Sabe o que é? É que dói. Não dói só para quem quer ter filhos e sabe se lá se um dia vão conseguir. Dói também para quem já tem (passando ou não por isto) e não sabe o que fazer... Ela não dá abertura para conversa, nada. Evita-me inclusive. E a muito custo ficou com o Fabian no dia do nosso aniversário de casamento no sábado. tenho pena é do marido, ele quer tanto ser pai... os olhos dele brilhavam cada vez que havia uma possibilidade de ficarem com o Fabian. Mas ela não, nunca ofereceu e fica sempre muito tensa quando falo.
Agora eu sei, não peço mais, no entanto não entendo o porquê de tanto silêncio...eu sempre falei pra ela de tudo, dos tratamentos, dou a maior força caso queriam seguir e também caso desistam. Não entendo é o gelo, e depois é assim que me sinto, com raiva. Mas tudo bem, só escrevi para dizer isto...já que tem tanta revolta por estar nesta situação, que pensem um pouco nas pessoas que querem oferecer o ombro, mas que não podem porque vocês também não ajudam...

terça-feira, 5 de julho de 2011

Yupiiiiiiiiiii!!!!




E o Fabian já tem escolinha!!!! Ontem a diretora ligou para o Fernando avisando que ele já tem a vaga garantida. Agora temos que ir lá quinta ou sexta para tratar da inscrição propriamente dita e falar das regras, dos aventais (bibes) e tudo mais que não foi dito ainda. Estamos muito felizes!!! E aqui vai umas fotinhos que tirei ontem.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mãe estagiária

Acho que é mais ou menos isto. Deve estar escrito na testa ou melhor, em algum crachá imaginário na minha roupa. Vou explicar: sabe quando alguém te fala alguma coisa e tu ficas com raiva, mas ao mesmo tempo tem que sorrir e ser educada como se a sobrevivência daquela relação dependesse só e digo "só" de ti? E então não falas nada, aguenta o sorriso e quase até agradece a lição recebida? Ah pois é. To cansada! No sábado fomos a um jantar e as duas amigas se esforçavam para me "ensinar" o modo como devia ensinar meu filho. É que o Fabian está na fase desgraçada de querer mexer em tudo e o pior é que ele já alcança no que quer. Aí a gente senta com meia bunda, porque tem que levantar toda hora e dizer não. Não mexe, sai daí, não pode...etc. Não conseguimos nem estabelecer uma conversa, é simplestemente um levanta-senta. E no meio disto vem os pitacos, inclusive da amiga que nem sequer tem filhos. Eu sempre tive uma ideia de como iria educar o Fabian e também sabia o que não queria fazer, mas nunca interferi na educação de ninguém, acho isto uma invasão a menos que a pessoa peça um conselho. E a outra amiga que tem dois filhos vem com algumas frases incisivas: tu tens que fazer assim, assado, frito ou cozido. Com os meus funcionou. Engraçado, sabe que não parece?????? É o que dá uma vontade enorme de dizer, mas me calo. Ainda não consigo o equilíbrio que tem o Fernando ao dizer o que quer sem magoar e sem ficar com remorços por isto.
Afinal se alguém te diz uma coisa sobre o teu cabelo por exemplo, não te dá o direito de falar sobre o dela? Pois a minha próxima lição é esta: sabe fulana, já que sabes como tem que ser a educação das crianças, vou fazer como tu naquele dia no Festival do Panda. Passamos (sem mentira nenhuma) 2 horas escutando: Quero uma t-shirt do Panda (a mais velha)! Quero um Panda pequenino (o mais novo)! Aquilo já tinha virado um mantra na minha cabeça... E claro que a minha amiga dizia não. O tempo todo. Afinal tínhamos ido com lanche na bolsa, não era para gastar nada. Mas comprou sorvete. E depois na saída "como eles tinham se portado muito bem (????)" comprou a tal t-shirt e o tal boneco que o outro queria. Então é assim que eu devo fazer não é?
E sabe outra coisa que detesto fulana? É quando vens dizer as notas da mais velha e como se saiu bem, como é inteligente e tal. Acho de última! Quem tem que saber são os pais, os avós, o resto é exibicionismo e acho cafona. Se perguntar é diferente, agora enfiar goela baixo certas coisas...
E quando xingas a menina porque se veste mal (é gordinha e não quer que ponha vestido), chamas as roupas de rídicula e depois dás doce e porcarias para compensar? Eu acho que devo fazer assim, já que funcionou com os teus...
Sabe, acho melhor não falar, porque não tenho o mínimo jeito como dá para ver. Mas aguentar quieta é que não dá!!
Web Statistics